Eu sei que há muitas variantes pra essa diferença social que existe no Brasil e, talvez, no mundo todo. Mas, há de se convir que, em alguns países, aliadas à cultura e costumes, a educação e o ensino, são a base e são fundamentais para que a imagem, a postura, a condição social do povo sejam bem melhores que nos de países em desenvolvimento.
Algumas pessoas, ainda hoje, insistem em afirmar que nós, os orientais, somos mais inteligentes. Chego a rir de tais afirmações.
Acredito sim que, por questões de costume e cultura, de fundamentos da raça, do povo, somos diferentes pois temos um comportamento que, eu acho, deveria ser normal entre as pessoas. Não me ensinaram ser assim como sou. Não me lembro dos meus pais brigarem pra que estudássemos (eu e os meus irmãos). Eu me lembro que a-ma-va estudar. Aliás, sempre gostei. E sei que nunca saberei o suficiente. Portanto, o meu nível de curiosidade e de ansiedade em conhecer, saber, é infinito. Nunca direi assim:
já sei tudo ou
sou mais que fulano ou beltrano. Não, jamais. Porque sei que, por mais que eu já tenha lido, nunca terá sido o suficiente.
Uma das coisas que sempre repito para as pessoas é que leiam. Leiam muito. Não à toa que, nas palavras cruzadas (outro hobby meu), sinônimo de ler é estudar.
Até hoje, leio muito. Livros, matérias on line, notícias, atualidades, revistas, novidades na área científica, um pouco de política, arte, enfim, somos o que consumimos. Eu sou o resultado daquilo que absorvi, desde sempre. Tanto culturalmente falando como em termos de experiências vividas.
O fato de estar aqui no Japão, não significa que esteja estagnada. De forma alguma. Embora o meu trabalho seja mecânico (mão-de-obra apenas), mesmo nessas horas, estou sempre pensando. Aliás, penso o tempo todo. Diria que, até dormindo, eu penso. Outra coisa que acho que ajuda em muito a gente ser diferente: eu tenho sede de saber, sou curiosa, quero sempre saber como funciona, como poderia ser.
Bom, mas como sempre, eu inicio um texto com uma abertura, pra depois chegar à introdução, de fato.
Eu acabei de assistir a uma das matérias do Fantástico, sobre como o mercado de trabalho está exigente, hoje, em relação à escolaridade, cursos, pós, línguas.
Eis o link:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM670739-7823-EMPREGO+DE+A+A+Z+F+DE+FORMACAO,00.html
Já tenho idade suficiente pra dizer que não precisaria mais estudar. Diria assim: pra quê? Mas eu não desisto nunca. Ainda pretendo voltar ao meu inglês, buscar o meu diploma na área de comunicação social (parei no último ano de publicidade há trezentos anos atrás, por motivos alheios à minha vontade), escrever um livro (quem sabe!), aprender a tocar piano, fazer um curso de pintura, outro de artesanato, enfim, tenho muito chão ainda.
Portanto, digo àqueles que ainda estão no começo da vida, que enfrentam colégios, cursinhos, faculdade, não achem que é um ´´porre´´ estudar. Encarem como uma fase transitória na vida e que os levará até o infinito, se assim quiserem. Pois não existe o impossível pra aqueles que têm sede de saber.